sexta-feira, 8 de junho de 2018

Bianca, a rockeira do Brasil





Dizem que o rock está ligado a eterna juventude, afinal, ele nasceu como uma música dos jovens que finalmente não precisavam escutar o que seus pais escutavam.  

A rebeldia contra tudo e a todos, por vezes ingênua e sem uma verdadeira razão de existir, mas que nós fazíamos ter um proposito na vida, ou pelo menos pensar que tínhamos. A juventude sempre energética e disposta a sair pelo mundo, mesmo sem um trocado no bolso. A sensação de ouvir um disco de rock e se lembrar dos seus anos passados pode nos fazer lembrar de tempos que apenas pensávamos ter problemas e não os vivíamos realmente.

A descoberta do primeiro emprego, do primeiro amor, do primeiro porre, do primeiro tudo.

Se pode ser ruim ter uma mentalidade juvenil a vida toda. Ter energia e disposição de um jovem, junto com a experiencia e maturidade de um adulto pode ser bom. E nada melhor para trazer de volta esse espirito que um bom disco de rock.

Não é preciso ter sido adolescente nos anos 50 para simpatizar com Jam Dean em Rebelde Sem Causa. Assim, não é preciso ter sido jovem no começo dos anos 80 para sentir a juventude do começo dos anos 80 no Brasil ao ouvir esse disco da cantora Bianca.



Se Rita Lee tinha aberto as portas para as cantoras de rock do Brasil com os Mutantes e logo após numa bem sucedida carreira solo com inúmeros hits. Talvez tinha sido Bianca a primeira adolescente rockeira rebelde do Brasil surgida na virada dos anos 70 para 80.

Bianca é o nome artístico de Cleide Domingues Franco, mineira de Ituituba. Começou a carreira cedo como crooner de uma banda em sua cidade natal.

Foi numa dessas apresentações, cantando com uma guitarra, que aquela adolescente chamou atenção do cantor e compósito Cléo Galanto. Bancou sua ida para São Paulo a apresentando para os investidores da gravadora RGE.




Seu nome artístico venho do produtor Reinaldo B. Brito, inspirado na mulher de Mick Jagger, Bianca. Tendo em vista que Cleide não tinha muito apelo comercial e nem parecia nome de artista.   E com o visual inspirado na musa do cinema francês, Maria Schneider, atriz de Ultimo Tango em Paris.
Guitarra em mão, uma boa voz e muita vontade de fazer sucesso, estava pronta a “rockeira do Brasil”, como foi conhecida nos primeiros anos.

E foi com o compacto simples lançado no final de 1979 que tudo começou. Trazendo as músicas Os tempos Mudaram e Vou Pra Casa Rever Os Meus Pais, que se tornaram marca da cantora.

Em maio de 1980 saiu o primeiro álbum completo. Autointitulado e trazendo na capa a cantora com sua cabeleira e uma guitarra cheia de estilo. Bianca desfila energia em versões que captavam todo o talento da jovem que logo conquistaria a crítica e público, principalmente o jovem. Afinal, era uma jovem cantando eles, nada mais apropriado e sincero.




É só ouvir músicas como Sou Livre, Somos Amigos, Comentário a Respeito de John e Tempos Difíceis, além do Medley presente no final do disco com as duas musicas do compacto que levaram ela ao estrelado para entender porque ela chamou atenção na época, tocando em programas como Clube do Bolinha, Chacrinha e Silvio Santos.

Infelizmente depois de um tempo, Bianca ficou esquecida e sumiu do mapa. Inclusive rolando boatos de um suposto suicido ou morte por overdose. Mas por sorte ela aparamente passa bem e vive hoje longe do meio artístico.

Não sei como está a disponibilidade de encontrar o vinil em sebos físicos ou virtuais, mas seu cd foi relançado pelo selo discobertas e pode ser encontrado facilmente por um preço justo.

Unindo rebeldia, romantismo, energia e uma dose certa de ingenuidade e descoberta. Ouvir esse álbum diverte e vai trazer de volta a juventude em você, não importa sua idade.





quarta-feira, 6 de junho de 2018

The Man Who Would Be Polka King (2009) O Rei da Polca (2017)



Seria a picaretagem um talento a ser aperfeiçoado? Convenhamos, é preciso de algo a mais além da ingenuidade da pobre pessoa para engana-la e convencê-la a fazer o que você quiser. Seja o que for, algumas pessoas são boas nisso e se utilizam da forma que melhor as beneficie.

Jan Lewan era carismático em seus shows de polca que atingiam o publico de terceira idade que viram naquele homem de origem Polonesa um amigo em que podiam confiar. Confiar a ponto de investirem dinheiro nele em ações fraudadas. Dinheiro que ele usou para expandir seus negócios, tanto na sua banda que excursionou, quanto numa lojinha de lembranças, até uma agencia de turismo na Europa.  Jan fazia parecer ser um esquema perfeito para seus clientes velhinhos, que dependiam do pouco dinheiro da aposentadoria, mas que traria problemas para todos.

Se jan Lewan é um picareta ele tem talento para isso. Mas também é uma pessoa carismática pelos depoimentos que vemos dele em vídeo. Sempre sorrindo, de boas palavras e tratando as pessoas bem. Será que ele tinha boas intenções, uma ambição boa, mas usou os caminhos errados? De qualquer forma é uma pessoa que eu adoraria sentar para conversar. Ou talvez eu esteja caindo no esquema dele, quem sabe?


O fato é que sua história maluca é daquelas que muitos falariam “isso daria um filme”. E de fato gerou duas interessantes obras que estão disponíveis na Netflix: The Man Who Would be Polka King (2009) e O Rei da Polca (2017).


O primeiro é um documentário que vai direto ao ponto sobre os casos que levaram Jan virar a figura infame que é. Se utilizando de imagens de arquivo e depoimentos de forma equilibrada e fluida, ele deixa o interesse de quem assiste em alta colocando informação atrás de informação de uma historia que vai ficando cada vez mais absurda, incluída uma visita com o Papa.

Um grande ponto a favor é os depoimentos que o documentário nos mostra, seja do próprio Jan, quanto de membros da sua banda, sua esposa, filho, pessoas envolvidas no caso e até vitimas do seu esquema. Todas falando francamente sobre o que aconteceu e mostrando seus pontos de vista. Pode não ser o documentário mais parcial do mundo, mas isso é um bom, pois nos mostra diferentes perspectivas da mesma situação.





O Rei da Polca é um filme original da Netflix com astros como Jake Black como Jan Lewan, Jenny Slate como sua esposa e Jason Schwartzman como Mickey Pizzazz, personagem criado para o filme que é a junção de algumas pessoas que trabalharam para Jan em sua banda.

Se mantendo bem fiel aos fatos, o filme se utiliza de dois fatores combinados que se sustentam muito bem: o carisma dos atores e o absurdo da realidade da situação e as pessoas envolvidas.

A comedia flui naturalmente assim, muitas vezes pelo absurdo e tragédia da situação. Sem ficar bobão ou ser apelativo gratuitamente.

Inclusive é incrível ver imagens de arquivo de acontecimentos que se passam no filme e comparar eles, alguns aparecem durantes os créditos finais.

O fato que nenhuma das obras faz um julgamento sobre o personagem principal, deixando isso para a plateia decidir, um bom programa duplo para se fazer numa noite e talvez ficar com vontade de ir num show de polca.  





quarta-feira, 19 de julho de 2017

Ratt, símbolo do glam metal



A década de 80 foi uma época dos egos inflados, dos exageros, onde deuses voltaram a andar na terra no meio de mortais. Mas também foram tempos em que muita boa música foi produzida.  A época que o rock foi até o topo da montanha russa . Parecia até que jamais iria sair de lá.  Na corrida pelo sucesso muitos caíram no meio do caminho e foram esquecidos, mas alguns chegaram lá.

O hard rock oitentista, também chamado de glam metal  - ou no Brasil pelo termo pejorativo “farofa” -  foi o estilo que estourou naqueles tempos. Dividindo as paradas de sucesso com nomes que nada tinha a ver com o rock. O momento onde o metal foi mais pop, e pop no sentido de manstream.

É fácil olhar para trás hoje em dia e pensar apenas na pose, no visual exagerado das bandas da época, especialmente as do chamado glam metal. Se olharmos além do laquê, vemos como as músicas são de qualidade. Não foi só o visual de bandas como Poison, Cinderella, Motley Crue, Dokken, Quiet Riot que conquistou o mundo naquele momento, mas sim seu som energético e cheio de carisma. Talvez toda aquela excentricidade tenha coberto o  talento que tinham.

Infelizmente algumas pessoas tratam todo o conceito de glam como algo negativo ou sentem vergonha de admitir que gostam ou fazem parte disso. Como certa banda com nome de felino que estourou nos anos 90 e renega o seu passado não tão distante, quando era, ou queria ser uma representante do estilo.

Ainda assim, existem artistas que até hoje levantam a bandeira do glam com orgulho.

Ratt é uma dessas bandas e que falaremos um pouco aqui, mais especificamente sobre seus primeiros anos. Na minha humilde opinião eles representam o que foi o glam e o hard dos 80’s e é a primeira coisa que me veem a cabeça quando penso no estilo.

Apostando num visual característico da época , um som vibrante, com os riffs de guitarra na escola do blues, vocais rasgados característicos e letras falando sobre romance e noitadas , estava feita a formula . Assim como outros, eles pegaram o que bandas como Aerosmith, Kiss, Van Halen e Led Zeppelin faziam antes – o som, o virtuosismo, os exageros e o sex appeal – e colocaram uma nova roupagem e mais energia.

A historia do Ratt começa em Hollywood, terra das oportunidades para quem queria crescer na vida com a música ou trabalhando no cinema. Firedome era a banda de Stephen Percy, futuro vocalista do Ratt. A banda acabou em 1974, Percy então montou o Crystal Pystal. O nome foi mudado depois para Buster Cherry, e então mudou para Mickey Ratt em 1976.

Outro membro futuro da banda, o guitarrista Robin Crosby durante esses anos foi membro de bandas como Metropolis, Xcalibur, Phenomenon, Secret Service.

O vai e vem de membros do Mickey Ratt foi grande, e com a formação sempre mudando eles gravaram algumas demos. Até sair em 1980 um single com “Dr. Rock / Drivin’ on E” que deu certo nome no começo da cena de shows em clubes de Los Angeles

Em 1981 o nome finalmente foi encurtado para Ratt e após algum tempo a formação se firmou com Robbin Crosby e Warren DeMartini nas guitarras, Juan Croucier no baixo, Bobby Blotzer na bateria, e Stephen Percy nos vocais.

Em 1983 eles assinam com o gravador independente Time Coast Music e lançam o EP chamado Ratt. O EP com nome da banda deu certo e chamou atenção para eles, que conseguiram um contrato com a Atlantic Records.

O processo de composição para o primeiro álbum começou imediatamente, e em março de 1984 sai Out of The Cellar. Aclamado pelo publico e critica .  debut é o exemplo de ataque hard rock perfeito e certeiro. Foi um sucesso de vendas, atingindo a marca de três milhões de copias  vendidas– platina tripla.

Produzido pelo novato Beau Hill que conseguiu tirar o melhor som da banda. Afinal, não bastaria estarem inspirados se não tivessem uma boa produção por trás não é mesmo? Porém, não foi um trabalho dos mais agradáveis, com Hill já alegando que batia de frente com a banda.

É só ouvir as faixas presentes para entender o porquê de ele ter marcado tanto e virado um símbolo do glam metal. A abertura com Wanted Man, Back For More que foi regravada do EP, o maior hit Round And Round que ganhou clipe, You’re in Trouble, Lack of Communication, uma música  boa atrás da outra.

Out Of The Cellar e o próprio nome da banda – Ratt – nos remetem a música Rats In The Cellar, do Aerosmith. Mostrando de onde vieram às influencias da banda.

A mulher na capa é a modelo Tawny Kitaen. Achou ela familiar? Pois já deve ter a visto em vários clipes do Whitesnake.

Talvez não tão famosa e com o devido reconhecimento nos dias de hoje e lotando arenas como alguns de seus parceiros da época, algo que aconteceria se o mundo fosse um lugar justo.  Mas com uma qualidade inquestionável e que atingiu um status de Cult merecido. Eles foram o tipo de banda que chegou ao topo e caíram. Brigas internas e judiciais, loucuras diversas, e a falta de interesse do publico pode ter sido alguns fatores que fizeram o Ratt não ser mais o que era antes ou o que poderia ter sido.  

Afinal, quanta coisa boa não esta no mainstream hoje em dia não é mesmo? Devemos parar com esse conceito que só o que esta fazendo sucesso é bom e deixar de lado o que não tem projeção da mídia. Pois é assim que a boa música morre, não pela falta de bons artistas, mas pela falta de apoio e interesse do publico.

Ratt é algo além de um produto de seu tempo. Algo além de uma lembrança guardada no armário que temos vergonha de colocar para fora. Algo que dizemos “foi apenas uma fase louca e tola da minha juventude”. Para quem é de verdade e sente pulsando nas veias nunca é apenas uma fase, é algo que o acompanha para a vida toda.  


O hair metal, glam, hard rock de bandas como Ratt pode ter sido algo que nunca vai estourar ou fazer sentido como foi nos anos 80. Somos transportados para aquela época de longos cabelos e roupas cheias de estilo ao ouvirmos suas músicas ou vemos em vídeo shows antigos da banda, assim como seus clipes.  Mas é mais do que olhar de volta para o passado. É perceber como a qualidade da musica falou mais alto, se transformando numa obra de arte atemporal que sobreviveu e sobrevivera enquanto houver quem estiver disposto a descobri-la. 





quinta-feira, 13 de julho de 2017

O Castlevania da Netflix




Você já jogou Castlevania? Se você gosta pelo menos um pouco de vídeo games já deve ter trombado em algum momento da vida com essa serie já trintona lançada pela Konami. E meu amigo e minha amiga que esta lendo: eu amo Castlevania! Amo seu estilo gótico, amo seus personagens e enredo, a ação e desafios, todo o conceito.

Enfim, é uma série que marcou e foi parte importante da minha infância e adolescência. Era o começo de uma fase onde eu mergulhei de fundo nos games e não saia da frente do meu velho PSone e/ou jogando emuladores de SNES no PC.



Foi uma paixão instantânea as aventuras dos Belmonts lutando contra o Drácula e seus servos das trevas em seu castelo usando o lendário chicote vampire killer. Além de serem desafiadores e divertidos, todo o background dos jogos é baseado em clássicos do horror, o que agradava em cheio um garoto já fã dos antigos filmes  de monstros da Universal e da Hammer.

Porém a serie foi mudando, e meu interesse por ela foi se perdendo.  Dito isso, meu lado de fã que adoraria ver uma adaptação de Castlevania nas telas foi mudando com o tempo. Pensava: deixa pra lá, é melhor ficar só no videogame mesmo, com tanta adaptação ruim de jogos que eu amo feitas, não quero ver mais uma.



Eis que então é lançado pela Netflix uma serie animada, meu coração jovem estava batendo mais forte de alegria, porém, minha cabeça exigente e critica estava com os dois pés atrás.

Numa madrugada sem sono, resolvi dar uma chance, assisti tudo de uma vez e digo que felizmente não passei raiva com o seriado. Gostei até e fiquei ansioso para mais, pois apenas foram disponibilizados quatro curtos episódios. Temos mais acertos do que erros, e uma promessa de algo que pode ir melhorando com o tempo.

Mas antes de chegar ao assunto primeiramente gostaria de falar um pouco sobre o comportamento de alguns fãs, ou fanboys, como quiser chamar.


Algumas pessoas se contentam apenas pela obra ser feita e fecham os olhos para a qualidade dela. Como se só a existência dela bastasse. Lembra-se dos prequels do Star Wars? Ficamos tão empolgados com o fato de existirem mais aventuras naquela galáxia muito, muito distante, mas esquecemos de pedir por bons filmes.

Adaptação de qualquer mídia é assim, os fãs molham as calças ao saber que seu livro/HQ/game será lançado em outro formado, mas esquecem de serem exigentes sobre a qualidade dela, é o fanservice falando mais alto. Nada contra isso, como diria o Erico Borgo do portal Ometele: “eu sou fã eu quero service” mas isso não é o bastante. Ver meu personagem favorito ou cenário clássico não é o bastante, eu quero é qualidade acima de tudo.  



E as adaptações de games talvez seja uma das que mais sofre com filmes e seriados ruins. Diferente das de quadrinhos e de certos livros, que conseguiram um publico forte, uma certa aceitação da critica e são rendáveis, apostar numa adaptação de game pode ser um tiro no escuro.

Só lembrar dos patéticos filmes do Street Fighter, Double Dragon, Mortal Kombat, Super Mario Bros e etc. Todos filmes muito abaixo do que poderiam ser, visto que vieram de jogos divertidíssimos e se fossem feitos por pessoas com o mínimo de capacidade e entendimento do material fonte, poderiam gerar também filmes fieis e divertidos.

Um ponto que acertaram e só foi vantajoso pra adaptação foi pela escolha de fazerem uma série animada, e não com atores de carne e osso. Isso deu mais liberdade para criar cenas de ação e efeitos mirabolantes, que se fossem feitos de “verdade” poderiam correr o risco de ficarem ridículas na tela, especialmente com um mal uso de efeitos especiais.



Sim, eu sei que hoje em dia a tecnologia de efeitos evoluiu muito e esta praticamente possível fazer qualquer coisa nas telas, mas ainda tenho um pé atrás...

Ela é baseada em Castlevania 3 Dracula’s Curse,  lançado para  o Nintendinho em 1989 e  um dos melhores da série. Nele acompanhamos a luta de Trevor Belmont contra Drácula, isso lógico, com o pouco background de enredo dos games da época, o jogador é colocado no meio da historia só sabendo que você era basicamente um homem com um chicote mandado em uma missão, apenas. Isso é algo que seria preciso ser mudado para a adaptação, e foi isso que aconteceu.



O projeto se iniciou ainda em 2007 onde seria um filme animado lançado direto para vídeo. Escrito por Warren Ellis, circunstancias fizeram o projeto ser atrasado ate virar um seriado da Netflix. Usando como base o roteiro original feito há praticamente uma década.

A animação é feita pelos estúdios Frederator e Powerhouse Animation, e dirigido por Sam Deats. Lembrando o estilo de Cowboy Bebop e ate as ilustrações feitas por Ayami Kojima para o game da serie Symphony Of The Night. É um estilo bonito e suave, com os personagens bem expressivos e em certo ponto realistas, mesmo com alguns momentos não tão bem desenhados assim.


A música foi composta por Trevor Morris, eficiente e lembra os bons momentos dos filmes de horror clássicos, mas ainda espero ouvir alguma tema clássico da serie na tela, quem sabe vampire killer, blood tears ou ate mesmo the beggining.

O primeiro episódio é basicamente a historia de como o Drácula se apaixonou por uma humana , Lisa, que foi queimada viva, injustamente acusada de bruxaria. Tomado de ódio ele jura acabar com toda a vida da região da Wallachia. Lembrando o prólogo do filme Dracula de Bram Stoker dirigido pelo Coppola e colocando uma motivação para o que vai ser o grande vilão da serie em episódios futuros.  Depois dessa primeira parte o vampirão é deixado de lado e quem toma o posto de principal antagonista são crápulas da igreja, liderados pelo bispo, uma figura nefasta que te deixara com raiva e torcendo contra.



Trevor Belmont, protagonista do seriado só é mostrado no final do episodio, num bar enchendo a cara. Nos episódios seguintes começamos a acompanhar ele e vemos que não é apenas um sujeito bonzinho e unidimensional. Ultimo membro de sua família, que foi excomungada e mal vista pelo povo que eles protegem das forças do mal. Um herói errante e malandro, que quer fugir de problemas e cuidar de sua vida, mas sabe do peso da responsabilidade que tem em suas costas.

Outros personagens importantes que conhecemos durante o programa são Sypha Belnades, possuidora de poderes mágicos e neta do líder dos Oradores, um grupo a qual Trevor ganha amizade. Sendo uma personagem feminina interessante e com personalidade forte.


O outro personagem é Alucard, filho de Drácula e que vai contra o pai nessa missão. Ele mesmo, o Alucard do famoso Symphony of The Night, talvez o jogo mais conhecido da serie. Ele aparece bem pouco, o que nos faz esperar que em episódios futuros se mostre mais do vampiro rebelde.



Dito isso, temos os três personagens jogáveis do game original, só faltando o Grant, será que ele aparecera no futuro?


Castlevania da Netflix pode não agradar a todos. Fãs e não fãs da serie de games tem motivos para gostar e/ou odiar. Eu recomendo que deem uma checada e decidam por si mesmos. E caso sintam saudades de acabar com as criaturas do mal usando um chicote, os jogos clássicos sempre estão disponíveis, pensando nisso, acho que vou instalar um emulador de nintendinho.


sexta-feira, 9 de junho de 2017

This is Spinal Tap





O ano é 1984, o heavy metal e hard rock estavam a todo vapor e chegavam ao topo em paradas de sucesso no mundo todo. Jovens e velhos fãs do estilo se reuniam naqueles que foi a época de ouro para amantes do estilo. Que tempo loucos eram aqueles, onde guitarras distorcidas ditavam a ordem. E foi nessa época que um documentário sobre uma banda surgiu, um documentário que mostrava como essa vida pode não ser tão glamorosa como pensam, mas ainda assim é deveras excitante.

E se eu falar que esse documentário é de uma banda que não existia de verdade? Parece estranho não? Mas calma, mesmo sendo com uma banda falsa é um dos melhores retrados - mesmo que de forma sarcástica - dos exageros da época. Principalmente de todo egocentrismo e pretensão de grandeza que rodeava os grandes nomes do gênero.

Essa banda é o Spinal Tap, uma das mais ultrajantes e exageradas surgidas nesse negocio, e se você não sabe, foi criada exclusivamente para tirar sarro do estilo nesse falso documentário, chamado “This is Spinal Tap” ou aqui no Brasil “Isso é Spinal Tap”.




Também classificado como mocumentário, essa historia de mentirinha é sobre a banda fictícia Spinal Tap. Surgida nos anos 60 e atravessando os anos a trancos e barrancos até a época que o filme se passa.

A base do Spinal Tap é o trio David ST. Hubbins na guitarra base e vocais, Derek Smalls  no baixo e Nigel Tufnel na guitarra solo. Eles são interpretados respectivamente pelos atores Michael McKean, Harry Shearer e Christopher Guest. A atuação deles é algo que chama atenção logo de cara, pois não conseguimos ver diferença de ator e personagem na tela, fazendo a gente crer que eles são realmente os músicos que eles interpretam.  O fato deles tocarem de verdade nas filmagens ajuda também.

A banda é acompanhada durante uma turnê nos Estados Unidos em 1982 pelo diretor Marty Di Bergi, interpretado por Rob Reiner que também é o diretor de verdade do filme. Eles estão promovendo o disco Smell The Glove, que por problemas de ser considerado sexista, deve sua capa mudada para uma imagem toda negra (talvez antecipando o que o Metallica faria anos depois). 

E passam por todo tipo de problemas que você pode imaginar: que incluem se perder nos bastidores a caminho do palco. Uma replica do Stonehenge que seria usada no show e que ficou bem menor do que deveria, gerando um dos momentos mais hilários do filme. As reclamações de Nigel sobre o tamanho dos pães no camarim. A maldição dos bateristas que sempre acabam morrendo de forma estranha, como um deles que explodiu durante um show. Enfim, tudo acontece.


Alias, é Nigel que rouba a cena do filme pra mim e tem as melhores cenas. Dono de uma personalidade forte, ele protagonista momentos como a que mostra que seus amplificadores não vão até o dez, mas até o numero onze, e sua incrível coleção de guitarras, onde a mais especial não pode nunca ser tocada.
                         

Eu poderia comentar o filme cena por cena, pois cada momento merece atenção. Como a reação deles sobre as criticas em cima dos seus trabalhos, ao chamar o álbum deles Shark Sandwich de Shit Sandwich , a tarde de autógrafos onde não aparece nenhuma pessoa, ou serem escalados para tocar num parque depois de um show de marionetes. Acredite, é uma piada boa atrás da outra, e se você tem banda ou conhece/ gosta pelo menos um pouco do meio vai se identificar de cara, mesmo é claro, sendo tudo exagerado e de mentirinha.




Sendo mal compreendido na época, por pessoas que não sacaram que era uma brincadeira tirando sarro do exagero todo daquele mundo dos rockstars e dos próprios documentários sobre. O filme foi ganhando um nome cult durante os anos, sendo um sucesso maior no mercado de vídeo. Hoje se algo dá errado com alguma banda numa turnê ou apresentação, é comum usar o termo “this is so Spinal Tap” (Isso é tão Spinal Tap).

Muitos rockeiros famosos se viram retrados na tela, como Ozzy Osbourne , Dee Snider , Jimmy Page, que se identificaram  com vários momentos. Lars Urchil chegou a comentar que a turnê com o Guns N Roses em 1992 foi algo digno do Spinal Tap. E Steven Tyler ao ver o filme não achou graça nenhuma, pois se parecia muito com a realidade.



Os anos mostraram que essa ideia maluca de fazer um documentário falso sobre uma banda de mentirinha deu certo . O Spinal Tap saiu das telas e fez alguns shows, inclusive tocando em festivais famosos e o filme foi selecionado em 2002 para preservação  pelo Registro Nacional de Filmes do Estados Unidos.


Seja você um fã do rock ou não, vale a pena conferir essa perola para dar umas boas risadas. Talvez você não entenda de primeira o humor do filme, mas é uma parte da historia e da cultura rockeira e cinematográfica que merece ser visto.


terça-feira, 30 de maio de 2017

Grimes - Art Angels





Claire Elise Boucher – Conhecida artisticamente como Grimes – é um achado no mundo da musica pop atual. Se é que podemos resumir sua rica musica simplesmente nessa palavra de três letras. Palavra que parece limitar o artista e o publico que esperam um produto padronizado e muitas vezes sem qualidade, culpa de embustes que provam que não é preciso exatamente de talento musical para alcançar o sucesso.

Mas a realidade é que o conceito de pop deveria representar um plano vasto de experimentação a qual o artista pode usufruir sem medo. Uma musica que não tem amarras.  E por estar aberta para usufruir de todo tipo de experimentação, se torna tão especial e única. Como uma escultura inacabada que pode ser moldada como quiser e a qualquer momento.

Mas afinal, pode o pop ser inteligente? Pode uma musica feita para massas não ser um produto totalmente pasteurizado? A resposta é sim, pode e muito.  E o trabalho dessa mulher é uma das provas disso



Deste que Lady Gaga surgiu no mainstream e mostrou que o bizarro e que os esquisitos também tem espaço no mundo, uma nova maneira de ver a musica pop surgiu e assim pessoas menos acostumadas ao estranho abraçaram a ideia. Claro que seu som precisou de um tempo para ser lapidado e criar autonomia total, mas ela foi um certamente ponto de virada no mundo pop quando surgiu.

Vemos isso em Grimes, e mesmo se um dia ela declarar que não sofreu certa influencia da Gaga, sua musica e conceitos visuais que fogem do comum certamente são a causa desse ponto de virada que te falei.



A esquisitice dela pode parecer algo muito conceitual e difícil de ser compreendida, porém não é inacessível. Pois temos aqui uma artista que não tem medo de tentar  fazer o ouvinte querer dançar com seus ritmos e se pegar imerso num mundo novo, um lugar cheio de visuais e sons que aconchegam e desafiam nossa comodidade.

Canadense e lançando discos deste 2010, seu ultimo trabalho e foco do texto é Art Angels de 2015. Seu som foi mudando com o tempo, indo dos tons mais negros para os mais coloridos, porém sem abandonar sua identidade. Ela parecia ter chegado ao limite com o álbum anterior – Visions de 2012 -  mas aqui com Art Angels ela atinge a perfeição que a experiência proporciona.

Ela compõe sua própria música, produz por conta própria seus álbuns, assim como seus coloridos e interessantes vídeos clipes . E no palco (com a ajuda dos vocais de apoio da também cantora Hana e duas dançarinas) é praticamente sua própria banda. Se utilizando de samples para ajudar nas interpretações que não são perfeitas, mas demonstram que é uma artista que quer manter o foco e controle de sua apresentação.  


Em Art Angels ela abraça um som mais dançante, mais melódico. Influenciada e executando a sua maneira o que artistas como Kate Bush e Bjork fizeram antes.  Flesh Without Blood e seu clipe cheio de simbolismos sobre si ou a visão vampiresca sobre a máfia italiana Kill V. Maim mostram isso com seus refrões grudentos.

O som eletrônico de Grimes está cada vez mais orgânico e palpável, mais pulsante.  Isso com a ajuda de violinos, guitarras, pianos e muitos outros instrumentos - todos com a sua assinatura - fazem da música mais viva. Uma mistura da nostalgia e beleza melancólica. Com momentos de deliciosa loucura, onde as vozes na cabeça da artista e das nossas parecem querer gritar para serem livres. Um lugar onde o amor salva, mas também nos deixa loucos. Isso pode ser visto em faixas como Realiti e Butterfly, onde ela alcança nossas mais profundas emoções e as puxa para cima. Como se fossemos obrigados a olhar num espelho e encarar quem realmente somos.



Sua voz incomum nos convida para um passeio cheio de revolta. Um passeio que pode não ser fácil, mas é necessário ser feito.  Isso é mostrado de forma hora sutil, como em California, hora numa porrada como Venus Fly, em parceria com Janelle Monáe.


Grimes – Ou Claire – talvez não tenha ainda o reconhecimento que merece, mas isso deve ser mudado em breve, se é que existe justiça nesse mundo. Amantes de boa musica, por favor, deem uma chance para o seu som único.


segunda-feira, 22 de maio de 2017

Um Lobisomem Americano em Londres


1981 foi um ano mágico para fãs de filmes de lobisomem, pois foram agraciados com três ótimos exemplares com o lançamento de Lobos e Grito de Horror, além de Um Lobisomem Americano em Londres. A perola Cult dirigida por John Landis que comentarei nesse texto.

Lançado em 21 de agosto de 1981 tanto nos EUA como no Reino Unido. Ele tem sido considerado em varias listas como um dos melhores do gênero. E é a perfeita porta de entrada para quem não gostar de terror, devido ao seu humor e momentos assustadores misturados na dose certa, ótimos efeitos e personagens carismáticos.

Começamos o filme com belas paisagens do interior da Inglaterra, enquanto os creditos são mostrados e ao fundo ouvimos a musica Blue Moon, na voz de Bobby Winton. Essa é a primeira das três vezes que essa musica é usada no filme, cada uma com um artista diferente a executando. E um detalhe: toda a trilha sonora do filme é composta de musicas com a palavra moon (lua) no titulo. A trilha sonora instrumental feita para o filme, composta por Elmer Bernstein também é ótima.

Voltando ao filme, logo somos apresentados a nossa dupla principal, David Kessler (David Naughton) e Jack Goodman ( Griffin Dunne), saindo de um caminhão cheio de ovelhas, são dois amigos americanos fazendo uma viagem pela Europa no melhor estilo mochilão.  Em pouco tempo é estabelecida a relação da amizade dos dois.

Entre uma gracinha e outra, eles chegam ao pub O Cordeiro Massacrado, buscando refugio, descanso e algo para aquecer o estomago. Mas não tem a melhor recepção de todas, com as pessoas ao redor olhando desconfiadas. O caso já visto em muitos filmes da pequena comunidade que guarda um segredo de estranhos que chegam lá. Porém, David e Jack decidem ficar.

A estadia é totalmente estragada quando Jack pergunta em voz alta sobre um misterioso pentagrama na parede que o deixou curioso. Pois como ele lembra, é a marca do homem lobo no filme clássico O Lobisomem com Lon Chaney Jr. Vendo que o clima não ficou nada bom, pois eles chamaram de forma negativa a atenção de todos do local, os dois decidem sair e continuarem a caminhada. Mas sem antes receberem um conselho: Fiquem na estrada,  fiquem longe do pântano e cuidado com a lua.



É nessa cena noturna, numa caminhada no local desolado que vemos uma das melhores criações de suspense do cinema de horror. Logo o clima mais descompromissado é envolto de uma tensão angustiante. Pois os dois logo percebem que saíram da estrada, é lua cheia e algo muito perigoso esta rodeando. O som de um uivo assustador de longe faz não só os dois amigos do filme se arrepiarem, mas quem esta assistindo também.

Aparecendo de surpresa e nos dando um susto que realmente funciona, uma enorme criatura parecida com um lobo ataca os dois. Por sorte as pessoas que estavam no bar aparecem na hora certa e matam o monstro a tiros, Mas não conseguem evitar que ele mate Jack e deixe David gravemente ferido.

Esse segmento do filme nos mostra que é possível desenvolver um apreço do publico pelo personagem, fazendo a gente conhecer e se identificar pelo mesmo, apenas com diálogos e ações acontecidas em tempo real. Sem embolação, a simpatia e entrosamento dos dois atores também ajudam, nos fazendo acreditar que realmente são amigos de longa data.

David acorda em um hospital em Londres algum tempo depois. Confuso e ferido, ele descobre que Jack esta morto. Para piorar, ninguém acredita na sua versão do que aconteceu aquela noite, que um animal os atacou. Pois segundo as pessoas da comunidade que o salvaram, foi tudo obra de um maníaco.

Durante sua estadia no hospital ele tem pesadelos cada vez mais estranhos, e para piorar começa a receber visitas mal assombradas de seu amigo morto, com o rosto e pescoço destroçados devido ao ataque. Ele explica a David que na verdade foi um lobisomem que os atacou e agora ele ira se transformar no monstro na próxima lua cheia. Para evitar isso, e que a alma de Jack possa descansar em paz, David precisa se suicidar.



Duvidando de sua própria sanidade, David não acredita na aparição do amigo, mesmo ele surgindo em vários momentos do filme o avisando. Cada vez mais decomposto, é interessante ver o estado dele mudando, ate se tornar uma caveira ambulante, num ótimo efeito criado por maquiagem.

Tentando normalizar sua vida, David acaba se envolvendo com uma das enfermeiras que cuidam dele, Alex Price, interpretada pela Jenny Agutter. Indo morar com ela, eles logo criam um romance.

É claro que todos esperam que a transformação aconteça. E não somos desapontados, com talvez a cena de transformação mais bem feita da historia.  Ao som de Blue Moon por Sam Cooke, David é surpreendido com uma enorme dor e uma sensação de estar pegando fogo. Vemos todo o doloroso processo do corpo mudando nos mínimos detalhes. Sua estrutura óssea muda , sua mão se estica, os pelos crescendo, sua coluna vertebral amplia, um focinho surge em seu rosto e os olhos ficam num assustador amarelo. Logo ele esta transformado numa terrível criatura sedenta por sangue.  É tão crível que por um momento esquecemos que estamos vendo efeitos especiais e sim algo real.



Isso graças ao talento do mestre dos efeitos especiais Rick Baker, um cara diferenciado mostrando o seu melhor aqui. Tanto que inclusive ganhou o Oscar pelo trabalho aqui, sendo uma das poucas vezes que uma produção do gênero levou a estatueta pra casa. Deste a maquiagem do cada vez mais podre Jack, aos efeitos da criatura, o gore e tudo mais, é tudo feito com efeitos práticos, sem um pingo se quer de CGI, algo delicioso de se ver.

Logo David transformado em lobisomem esta a solta pelas ruas de Londres, fazendo inúmeras vitimas e deixando em perigo todos ao seu redor.

O diretor John Landis não era conhecido por fazer filmes de horror e nem cultuado como um grande nome do gênero como é hoje quando lançou essa perola. Na verdade seu nome estava associado a comedias hilárias como O Clube dos Cafajestes e os Irmãos Cara de Pau. Por isso muitas pessoas estranharam ao sair das salas de cinema da época, esperando uma comedia pura. De acordo com o próprio diretor, os financiadores consideravam seu roteiro “muito assustador para ser uma comedia e muito engraçado para um filme de horror”.

Esse background no humor certamente o ajudou na hora de produzir o longa. Pois as piadas estão bem dosadas e aparecem sempre no momento certo, não destoando dos momentos mais pesados, algo que pode estragar completamente o filme se não for feito da maneira certa. O perfeito equilíbrio entre o morrer de medo com o morrer de rir.



Em alguns momentos esquecemos que estamos vendo um filme de terror e damos risada de algum dialogo, porém, após a primeira transformação, quando os elementos de horror voltam ao filme, estamos tão bem relacionados com os personagens que não são apenas cenas sangrentas colocadas gratuitamente na tela.

É tudo tão bem escrito que mantêm o interesse de quem assiste até o fim, nos fazendo se importar com os personagens e moldando o clímax até o momento final, onde o caos total toma conta das civilizadas ruas de Londres.

O roteiro começou a ser escrito em 1969, com a ideia estabelecida e aprimorada após do diretor presenciar numa viagem de carro um enterro cigano. Todo o misticismo da situação, que envolvia alho e outras peculiaridades, deixaram Landis curioso.












Porém, apenas após conseguir fama com as comedias que ele conseguiu o orçamento necessário para filmar. Recebendo criticas na maioria positivas no seu lançamento e com o lucro acima dos gastos. O único problema foi o dito anteriormente: as pessoas vendo o nome de John Landis no cartaz esperavam uma comedia escrachada e se surpreenderam com as cenas de horror. Mas isso não atrapalhou essa obra de virar o grande clássico que é hoje.

As referencias aos clássicos do passado são constantes na película, principalmente ao O Lobisomem da Universal de 1941, mostrando que John Landis era um fã. Fazendo uma homenagem a épocas passadas do horror, com um toque moderno pra época e que continua funcionando nos dias de hoje.


Por isso indico esse filme para quem ainda não teve o prazer de assisti-lo. Seja você fã de comedia, horror, ou que gosta de uma boa mistura dos dois. Assista hoje mesmo e cuidado com a lua.